sábado, março 17, 2007

observar, estudar, examinar, olhar com atenção, pesquisar minunciosamente, chamar a atenção de alguém para fazer notar, fazer ver, advertir...


Decidi que os 3 quilos que perdi na Patagônia ficariam lá, bem no meio desta foto, em homenagem às montanhas. Subi até o final, 3400m. Aí não aparece, mas tem uma lagoa no meio. Caia uma neve fininha...ainda bem que era verão.
Perder pra estas montanhas é quase vitória, quando a vitória não é exatamente o que se espera.

Quando jogava tênis faziam eu acreditar que era boa...Só que pra mim a vitória estava na diversão, ir pra rede, arriscar.... Ganhava uma, perdia outras. Deixei de jogar vencendo pontos e não partidas, e sendo feliz assim.

Um dia perdi para a Patagônia, um jogo que sequer pensei em ganhar. Deixei lá uma parte. Assim posso lembrar todos os dias. Era este o propósito, atingir o limite, que hoje é maior do que foi ontem.

Ninguém tira de ninguém a história, ela acumula. Se acrescenta a versão do vencedor ou se esquece. Poucos lembram, mas é assim. A maior parte vai pro lixo...não aconteceu.

Vem a clássica cena onde um não sabe do outro, e por alguma bobagem eles não se encontram. Estiveram tão próximos, e ninguém soube o quanto. Se perderam sem que ninguém notasse, como o resto da história.

Li uma vez um livro de arte e o escritor disse: Basta observar, ficar atento aos detalhes. Olhar quando todos já viraram. Continue olhando, não é em vão. Vai existir sempre um último olhar atento. O que ninguém viu vai te fazer especial. Vai contar uma história. Isto é arte.

Não foi bem isto, mas foi o que aprendi....Falei uma vez...
Perder pode ser um troféu pra quem tem certeza. Não duvide da certeza de alguém. Porque ela é forte. Não tem testemunhas e nem pode ser provada. Como a maioria das coisas, se acredita. É quase religião.

Acredito principalmente em quem ousa ser diferente. Com sorte, um dia alguém vai lembrar, e isto vai significar alguma coisa.

sexta-feira, março 16, 2007

sexta, com certeza sexta

Verde, verde, verde passando. Numa terra verde assim quem teria problemas? Como é lindo chegar. Tanto quanto sair.

Me preocupo, ao mesmo tempo penso como é fácil. Basta querer com todas as forças, e eu quero droga! O mundo é redondo e a gente ainda está aqui.

Comprei um CD que toca Beatles em ritmo andino, pode? Gostei da capa e não tinha como escutar. Para lembrar da Patagônia, dos pinguinzinhos que rondam os sonhos, e espero que seja assim até que...eles apareçam!

E uma vez a raposa disse: A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Fiquei com isto na cabeça. Penso sempre em tentar dizer a coisa certa quando não existe outro caminho.

Agora existe, a presença.

Tantas vezes escrevi, mesmo sem saber pra onde. Continuo não sabendo e continuo procurando...continuo escrevendo...

Já disse 99713929 de vezes, preciso dos números!

Ainda existe alguém que se importa?

Enquanto isto pilhas de roupa suja rogam pela minha presença. Deve ser divertido entrar dentro da máquina e ficar chacoalhando de um lado pra outro.

Se botar sais de banho fica melhor.

Vou me preocupar com isto antes de afundar em pensamentos.

quinta-feira, março 15, 2007

sexta..ops quinta

Mi Buenos Aires querida. Tenho 4 pesos pra gastar na internet, mais do que isto lavo pratos. Fui ao restaurante que fui da última vez, porque gostei do garçom. Trata a gente como se fosse ali todos os dias. Recebeu eu e o Pen muito bem como sempre. Fica na Florida esquina Mayo. London City, tem mais de 50 anos. O chao de ladrilhos xadrez, como no filme Melhor é impossível, onde Jack só pisava nos brancos...cada um...com seus problemas.

Uma vez a mae contou uma história. Encontrou uma amiga de tantos anos e ela: Como vai a Joice (lembra meu nome é Joice?) ? Vai bem...mas por que? É que quando ela tinha uns 3 tu dizias: Já usei de toda a psicologia com esta guria e nada funcionou. Haaáá´, entao ela continua igual!

Nao é tao ruim conhecer "outras" psicologias...a minha até eu desconheço. Quem sabe alguém explique? Ou...talvez seja desnecessário explicaçao. No final é tao bom chegar em casa...trocar de roupa, botar pijama...

Coisa que nao usei na viagem, pijama..nao tinha como..dormia vestida, e com todas as roupas que podia. Melhor compra, lanterninha pra cabeça...vocês nao fazem idéia como funcionou. Vou começar a usar diariamente. Assim finalmente me chamam de "despirocada" com motivos.

Achei que estava no final do mundo, mas segundo minha amiga alema, o final do mundo fica em Chaltén...nao fui lá, mas depois disto fiquei interessada.

Onde termina tudo isto? Em cerveja e festa espero eu. Ou quem sabe numa boa história, para poucos lerem.

quarta-feira, março 14, 2007

quarta?

De volta ao mundo virtual. Tudo dói, quem mandou achar que pode? Vários km depois de muita descida e subida.

Primeira noite na barraca frio intenso. Na segunda coloquei todas as roupas disponíveis secas. Na terceira um segundo saco de dormir para os 5 negativos. Na quarta feito uma sauna...sem mexer...aí os gambás.

Estou com problemas contra frio e humidade, de enlouquecer...nao virei pinguim...mas continuam rondando, gosto.

Voltei pra Calafate...depois Ushuaia, Buenos, Aires, POA, Rio, POA, Pelotas. Férias?

Arrependimentos? Claro que nao. Eu e os bichos selvagens temos algo. Só livre se percebe a diferença. É bom observar. Quando dá pra chegar perto entao, pra troca..livre sempre.

Meu quartinho agora tem cama e aquecimento.. e muitos mins....mins demais...

Nao gosto de números, mas eles sao necessários. Pra pagar contas, aproximar pessoas, ououou..percorrer.....1..2..3...4...50.....

Sexta durmo em casa. Cheia de sonhos.

sexta-feira, março 09, 2007

me esqueci...o dia..é sério...sexta?

Tinha até umas coisas pra dizer. Esqueci, bateu a DDA...

Bom, trovao pode ser gelo as toneladas caindo. Que barulho! Primeiro deu o frio aquele atrás do estômago. CorreÇao, o gelo pré histórico tem 200 anos, só os primatas mudaram um pouco, agora acham que sao inteligentes.

A neve se move um metro por dia, tem 3 km de paredao 300 km de comprimento (passa DDA passa...). A nevinha querida que cai da montanha leva 200 aninhos pra compactar e cair no lago a tempo de eu e você (sim, te trouxe na bagagem) vermos, tentarmos tirar fotos, deixar cair a máquina, e finalmente se preocupar só em ver o gelo cair. Depois banheiro e Quilmes...digo: Se num lugar destes tu encontrar um banheiro, use, se encontrar alguém vendendo cerveja, compre....é como oasis no deserto.

El Calafate...Parque Nacional... ecologicamente equilibrado, com pessoas civilizadas. E tem gente que acha civilidade careta.

Foi um grande e bom motivo pra ter vindo. Amanha...Chile...andes...barracas...vou sentir uma falta do quartinho sem tv, fone, ou ....tinha cama.

As coisas inteligentes que comprei sao bárbaras, só que deram pra ter vontade própria...tao pedindo cachê. Funcionaram, do contrário tinha matado a guria da Bigi au, a loja.

Tenho conversado pouquíssimo...o pen é super anti social. Descobri que preciso comprar um Ipod. No pen preciso ouvir as músicas pela ordem dele...estava ouvindo trovoes e a cena dantesca do Perito Moreno ouvindo música Cubana...nada contra, momento errado...Talvez faÇa isto, ou me dê conta que é bobagem..o que vier primeiro.

Sabe os pinguinzinhos? Ainda nao vi...mas a música continua tocando..ou seja, pode nao ter pinguinzinho...mas juro por deus que um deles me visita em sonho. Um dia ele aparece...já tenho saudades deste encontro.

quinta-feira, março 08, 2007

quinta

Porque mesmo eu vim? Noite enroscada no travesseiro.
a internet aqui é lenta, tudo bem sem pressa, nao tenho pra onde ir mesmo, já passei do fim do mundo...

Take aéreo, nada, nada, por muito tempo, pedras, lagao lindo, umas montanhas geladas, e a pista pro aviao descer. Lá adiante tinha um aeroportozinho, que a estas alturas parecia ficcao científica.

O primeiro guia falou, atípico o dia hoje, calor dos diabos, tipo 15 graus...é preciso conhecer o céu pra saber que está no inferno (sabedoria infame), manguinha regata forÇando a barra...depois baixa mesmo...tipo deserto.

Toda traquitana inteligente ficou no quarto. Ontem sem Quilmes, muito o que pensar. Pedi pra recepcao chamar 3 vezes com intervalos de 5 minutos, as 5h.

El Calafate tem....um cyber cfé sem café, uma rua que vai, uma rua que vem e outra paralela que vai e vem....e mais alguns paulistas chatos. Tô esperando abrir o comercio. O cara da loja estava tirando uma soneca na beira do rio....

Amanha comeÇa a história. Vou ver o glacial Perito Moreno....sabe aquele que sai em tudo que é revista. Gelo pré histórico, que fica se desmanchando na frente da gente. Vai ser uma cena dantesca..

O problema é que ainda nao sai de POA. Como sao as coisas, adivinha a música que comeÇou a tocar?

Baixei Emilie Simon e a trilha da "Marcha do Pinguim Imperador"...faÇam isto e lembrem de mim.

quarta-feira, março 07, 2007

quarta

Coisas de férias. Preciso pensar pra lembrar o dia. O cara do transfer do hotel já avisou, melhor nao sair de noite. Amanha começo cedo. Entao tá, pelo menos umas Quilmes né? A bagagem é pouca, tem que esquecer um pouco a vaidade. 3 blusinhas de tecido inteligente, 2 calças de tecido inteligente, uma outra coisa que nem sei o nome mas também é inteligente. Uma bota que faria os soldados americanos sentir inveja (grande coisa)....imagina o estado que tudo isto vai chegar.

Ir pra Patagônia requer armário especializado. Posso emprestar...o que sobrar....pelo menos pesa pouco e esquenta muito. Imagina passar 7 horas por dia caminhando e ainda fiz as unhas. Dinheiro posto fora.

Parei num Cyber na av. Mayo em B.A., vou ver se as maes estao por lá....o tio nao está, naoooo.
A cerveja vem depois...seria bem melhor com alguém..a cabeça já criou uns personagens, reais. Sempre, mas sempre prefiro pessoas aos personagens. Sem comparaçao. Daqueles que se permitem tirar a maquiagem. Que coisa, e ainda ficam a vontade! Um luxo.

Enquanto encontrar um computador escrevo....acho que em determinado momento vou usar o bloquinho e uma linda lanterninha de cabeça que comprei. Nao foi por acaso. Me vi escovando os dentes com uma mao na escova e outra mao na lanterna, sem chance. Fiquei com medo de enfiar a lanterna na boca e acender a escova. Tenho pilhas de pilhas...de todos os tipos. Daqui uns dias vou estar fedendo mas cheia de energia.

Que humor...

terça-feira, março 06, 2007

terça

Sabe aquela cena de filme onde a pessoa está ensaboada até o último fio e falta água?

E a cena que a personagem precisa provar a todo custo que é capaz?

E quando precisa fazer alguém acreditar que é verdade?

Tudo isto no segundo dia de férias.

Sou facilmente encontrável: joicebru@terra.com.br

Quero ser encontrável! Preciso do sinal de fumaça. Serve a saudade..ou qualquer outra coisa.

Dei muitas voltas até chegar aqui. Levei um susto...mas passou.

Não duvide de quem acredita.

A água voltou....

Hora da cena do chuveiro.
E o filme está nos créditos iniciais...

domingo, março 04, 2007

domingo

Fiquei tonta.

Abracei a primeira coisa abracável que encontrei.
Vou ter de me conectar com as estrelas. De alguma forma sempre faço isto, mesmo sem olhar pro céu. Dessa vez ele vai estar lá, cheio de pontinhos luminosos.

Adoro coisas que se parecem, se parecem tanto que a gente jura que já viu todos. Até que em algum momento por uma razão qualquer toma rumo inesperado.

As estrelas podem se parecer e anganar a todos. Mas elas não querem enganar, só precisam saber que existe alguém que entende a diferença. Basta um.

E.T.T.A.

quinta-feira, março 01, 2007

quinta

O pessoal de Bora Bora está convidando: Vêm, é divertido aqui! Eu sei, mas e o que fica pra trás? Vêm junto! E o resto? Guarda as lembranças. E se não forem muitas? Não se anda pra trás. Tenho a mania de andar em bloco. Mesmo pelo incerto? Principalmente pelo incerto, o certo já está comigo. Dá pra conviver com a perda? Dá, mas tem a angústia, esta não me larga nunca. O destino está nas tuas mãos. Eu sei, e a angústia também.

Apego ao lixo. Que adianta guardar o primeiro casaquinho, o boletim do segundo ano, as fitas que não foram ao ar. A história também anda em bloco. Tenho uma caixa onde guardo as cartas. Nem me lembro onde. Mas é importante ter a chance de reler. A gente aposta nas chances. Até que alguém avise que se foram na última mudança.

Helena e Paolo trabalham juntos há mmmuuiittos anos. Ela é minha cúmplice e sempre dá um jeitinho, um conselho, ou como conseguir coisas do Paolo. Ele sabe, só ri.

Paolo vai me emprestar um cajado e a boina com tapa orelha. Ele usa sempre pelas andanças no mundo. Quem diria, o cara que adora siso tem muito em comum comigo. É mais fácil agüentar a parafernália dentro da boca, com alguém que te recita versos da sua última viagem.

Me ocorreu que os heróis são terrenos, e na maioria das vezes estão do nosso lado. Que pena, nem sempre a gente vê. Mas estou aperfeiçoando os sentidos, pra nunca perdê-los.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

quarta

Hoje bateu o cansaço.
Vou dormir de cabelo molhado mesmo.

Dr. Paolo adora me questionar enquanto tenho uma broca, um molde enorme, um suga cuspe e um monte de “cimento cirúrgico” na boca.

Dr. Paolo, eu parecia estar resmungando, mas na verdade era só uma tentativa vitoriosa de respirar.

Hoje aprendi com ele: Pra quebrar um dente, basta ter dentes. Sábia filosofia de botequim, as melhores e mais certeiras. Serve pra tudo na vida.

Durante algum tempo pensei seriamente em cursar filosofia. Mas achei que era muita “pensação” pra uma cabecinha já tão cheia de questionamentos.

Aposto que vocês já repararam. Quem não pensa é mais feliz.

De qualquer forma a única filosofia, ou aquela que vale mais a pena é a que se põe em prática. O resto são “tiurias inúteis”.

Minha maior dúvida atualmente é: Até que ponto dividir? Falo tão pouco, e no final sempre acho que falei demais. Por isto desculpas.

Tem coisas que jamais devem ser divididas, mesmo que importantes.

Agora tudo isto é problema meu, ou nosso né Mim?

segunda-feira, fevereiro 26, 2007

ZZZZZzzzz

Tenho pensado muito, só que isto não tem levado a lugar algum. Não é uma conta matemática, nem obra de algum estudo científico. Nestes casos a informação clara ajuda muito, e em outros também, mas só eu acho isto.

Técnicas de assalto. Descubra o nome do ladrão. Diga várias vezes o nome dele e o seu. Personalizar funciona, se preocupar com a rotina também. Conheço alguém que tem feito isto comigo. Brilhante conhecimento da psicologia, o problema é que conheço a técnica, mas as vezes finjo que não sei.

Nem sempre as pessoas se encontram dispostas. Continuo no mar de incertezas. Só que isto está começando a doer.

Descobri o que move a professora russa substituta de power jump: Churros. 15 dias de churros sem ginástica põe qualquer atleta de prontidão. Depois disto até comecei a achar a tal simpática...

O que te move?
O que me move?

Cada um tem a sua causa, assim como Antoine-Jean-Baptiste-Marie-Roger de Saint-Exupéry tinha a sua. Me identifico completamente. Morreu pilotando seu avião no meio do Mediterrâneo. Nunca foi encontrado. Vou comprar um exemplar do “Pequeno” e deixar na mesa. Deve existir alguma coisa fora de mim que ajude a resolver o que tem dentro.

Hoje o dentista disse, que o dente de cima quebrou o debaixo porque o siso entortou. Significa que vou ter de tirar outro siso? ENLOUQUECERAM!

Quatro mãos dentro da minha boca pra dizer que tem dente demais?

Resenha sobre “O Pequeno Príncipe”. Pra dizerem que não sou totalmente louca. Uma interpretação de 20 linhas. Será que ele teria gostado?

“O pequeno príncipe é uma obra aparentemente simples, mas, apenas aparentemente. É profunda e contém todo o pensamento e a "filosofia" de Saint-Exupéry. Apresenta personagens plenos de simbolismos: o rei, o contador, o geômetra, a raposa, a rosa, o adulto solitário e a serpente, entre outros. O pequeno príncipe vivia sozinho num planeta do tamanho de uma casa que tinha três vulcões, dois ativos e um extinto. Tinha também uma flor, uma formosa flor de grande beleza e igual orgulho. Foi o orgulho da rosa que arruinou a tranqüilidade do mundo do pequeno príncipe e o levou a começar uma viagem que o trouxe finalmente à Terra, onde encontrou diversos personagens a partir dos quais conseguiu descobrir o segredo do que é realmente importante na vida.
É uma obra que nos mostra uma profunda mudança de valores, que ensina como nos equivocamos na avaliação das coisas e das pessoas que nos rodeiam e como esses julgamentos nos levam à solidão. Nós nos entregamos a nossas preocupações diárias, nos tornamos adultos de forma definitiva e esquecemos a criança que fomos.”

Considerem que o capítulo da raposa foi a última coisa que deixei antes das férias, mesmo que se sucedam outros.

Vou passar alguns dias enfiando a cabeça no gelo, com sorte talvez vire pingüim.

domingo, fevereiro 25, 2007

XXI


E foi então que apareceu a raposa:
- Boa dia, disse a raposa.
- Bom dia, respondeu polidamente o principezinho, que se voltou, mas não viu nada.
- Eu estou aqui, disse a voz, debaixo da macieira...
- Quem és tu? perguntou o principezinho. Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa, disse a raposa.
- Vem brincar comigo, propôs o principezinho. Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo, disse a raposa. não me cativaram ainda.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Após uma reflexão, acrescentou:
- Que quer dizer "cativar"?
- Tu não és daqui, disse a raposa. Que procuras?
- Procuro os homens, disse o principezinho. Que quer dizer "cativar"?
- Os homens, disse a raposa, têm fuzis e caçam. É bem incômodo! Criam galinhas também. É a única coisa interessante que fazem. Tu procuras galinhas?
- Não, disse o principezinho. Eu procuro amigos. Que quer dizer "cativar"?
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços..."
- Criar laços?
- Exatamente, disse a raposa. Tu não és para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil outros garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu não tens também necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem mil outras raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível, disse a raposa. Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh! não foi na Terra, disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito, suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia.
- Minha vida é monótona. Eu caço as galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E por isso eu me aborreço um pouco. Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra.
O teu me chamará para fora da toca, como se fosse música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará lembrar-me de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
- Bem quisera, disse o principezinho, mas eu não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou, disse a raposa. Os homens não têm mais tempo de conhecer alguma coisa. Compram tudo prontinho nas lojas. Mas como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É preciso ser paciente, respondeu a raposa. Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor voltares à mesma hora, disse a raposa. Se tu vens, por exemplo, às quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Quanto mais a hora for chegando, mais eu me sentirei feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração... É preciso ritos.
- Que é um rito? perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também, disse a raposa. É o que faz com que um dia seja diferente dos outros dias; uma hora, das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, possuem um rito. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira então é o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu não teria férias!
Assim o principezinho cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então, não sais lucrando nada!
- Eu lucro, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Tu compreenderás que a tua é a única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te farei presente de um segredo.
Foi o principezinho rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes a ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu fiz dela um amigo. Ela á agora única no mundo.
E as rosas estavam desapontadas.
- Sois belas, mas vazias, disse ele ainda. Não se pode morrer por vós. Minha rosa, sem dúvida um transeunte qualquer pensaria que se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que vós todas, pois foi a ela que eu reguei. Foi a ela que pus sob a redoma. Foi a ela que abriguei com o pára-vento. Foi dela que eu matei as larvas (exceto duas ou três por causa das borboletas). Foi a ela que eu escutei queixar-se ou gabar-se, ou mesmo calar-se algumas vezes. É a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.
- Os homens esqueceram essa verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és responsável pela rosa...
- Eu sou responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, a fim de se lembrar.


E eu não conseguiria dizer nada mais bonito que isto.

sábado, fevereiro 24, 2007

olhos da floresta

Quando não tem solução solucionado está. Uso muito a frase, mas vivo remando contra ela. Faz a gente mais impotente com o mundo. Como se dissessem: Peralá, deixou de ser domínio público. Aqui é obra do destino. Vivo chamando meus advogados (tenho dois: Tico e Teco) pra ver se ficam amiguinhos do seu destino. Ele desconfia de todo mundo, e de mim inclusive.

O corretor ortográfico e gramatical do Word é uma furada. Cuidado, ou qualquer dia vão te chamar de ignorante.

E tem um amigão, que convivo muito (quando deixa)... Pois bem, ele recebeu de presente 700 músicas. Em um mês adorou, ouviu, curtiu e já quer outras 700! E nem vai ser capaz de lembrar delas... E se as músicas fossem pessoas? Porque a necessidade de correr tanto?

Pra mim é sempre uma questão tridimensional, altura x largura x profundidade...Um dos fatores sozinho não determina nada nem ninguém...ou polidimensional, existe esta palavra? Não dá pra simplificar e definir alguém em dois tempos de 45.

A “quenãogostaqueeufalenela” tem uma outra teoria. Pra conhecer alguém basta uma refeição.
Vai com muita sede ao pote? Enche o garfo? Usa faca? E o tipo de comida? É a teoria dela....

Uso a tática animal no primeiro tempo. Paliativos da sociedade moderna como forma de falar, o que veste, o que lê, o que come servem para o segundo olhar, é a segunda de mão do pintor. O primeiro é quase sensorial.

Tem o olhar que te arrebenta, capaz de derreter barras de chocolate Nestlé a centenas de quilômetros. Também tem os que não olham...os de canto...os que sorriem...os que te afastam...os que te intimidam...dá pra escrever um livro sobre isto. Continuo com o primeiro olhar. O que delata! Foi sem querer? Paciência, o bicho falou primeiro. Sacou agora a tática animal?

O segundo tempo é longo e interessante por outros motivos...
Mas o primeiro é inesquecível...o que faz dele mais importante.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

atividade (cerebral) intensa

Sempre fui do tipo reservada. Digo que na outra encarnação era muito famosa, então cansei. Pouca informação é mais do que suficiente.

Mas tem aqueles que se servem da fofoca pra tornar a vida mais interessante. E isto tem acontecido. Entendeu querido diário? Confiabilidade vem de fábrica, e é um opcional que custa caro!

Muito gozada minha diarista. Cheguei agora em casa e todas as calças tinham sumido. Claro, a Fer encontrou um lugar melhor para guardá-las. Basta que eu procure.

Depois de quase explodir um dente com bruxismo, a ida diária ao dentista é uma triste rotina. Foi o mesmo cara que alguns anos atrás tirou o siso. Sempre procuro profissionais que tenham mínima experiência com psicologia infantil. Se funciona com crianças deve funcionar comigo. Vi o siso ser serrado assistindo desenho animado. Nunca o gosto de sangue foi tão doce. Hoje uma dose maciça de Tylenol segurou a peteca até o sushi. Quinta, dia do sushi !! na verdade era quarta, mas por motivos técnicos foi adiado.

A gêmea guria, depois de quase um mês internada, está em processo de melhora. A veterinária veio agradecer por ter financiado o salvamento...não entendi, era eu que deveria estar agradecendo. Tinha ficado quase uma semana sem notícias, desapego? Não, medo, perda...droga.


Fazia tempo que não comia tanto, praticamente uma draga. O pessoal do restaurante não entendeu pra onde ia tanto sushi, sashimi e arakiri.

Vai pra alma caríssimo, pra ajudar a resolver um quebra-cabeças complicado enquanto tudo e todos parecem estar na santa paz de deus.

E eu no meio de uma maratona. É só questão de tempo. O importante é que apareça, nem que seja por mágica.

quarta-feira, fevereiro 21, 2007

sequência

Palmas das mãos e dos pés, gosto muito.
Talvez porque sejam o ponto de ligação do corpo com o mundo e mesmo assim sejam forjadas com uma pele tão sensível. São coisas que não combinam, mas que faz sentido. Quem projetou os seres pensou nas extremidades como pontos de contato não como repulsa.

Me passou agora que eu achava chatíssima as aulas de interpretação de texto. Porque se o autor quisesse ser resumido em 20 linhas ele teria escrito o livro? E depois é a minha interpretação sobre um texto ou a interpretação do autor sobre o texto dele? Se fosse o dele eu não deveria ter lido a biografia do cara antes pra entender a linha de raciocínio? E mesmo assim ainda seria a minha interpretação...

Bom, a gente vive interpretando sem pedir licença. E parte sempre de razões internas sobre o mundo. É uma variedade tão grande de opções que a arte está em descobrir toda ela.

Ontem almocei na Mari, amiga desde os 8. Fazia meses que não falava com ela e ontem foi a seqüência de meses atrás. O papo sempre rola da cozinha como boa família italiana. Ainda sai de lá com pão quentinho feito pela dona Lourdes.

Gosto muito de cozinha. Tem um simbolismo incrível. É um ritual de devoção e doação pelas mãos.

Preciso levar o Pedrinho no museu de tecnologia, antes que cresça demais e diga que foi abandonado pela madrinha.

Não abandono ninguém, mesmo que as vezes faça isto sozinha. Este é um bom princípio pra entender uma linha de pensamento.

obrigada.

segunda-feira, fevereiro 19, 2007

contagem regressiva de carnavais

Posso acrescentar mais um item a minha lista de lugares estranhos que dormi. Foi sobre um suíte dentro de um caminhão de externa com o programa no ar.

Continuo pensando que todas as vezes serão sempre únicas e inesquecíveis. Sempre vai existir um buraco por onde entra toda a saudade, do passado e do que imaginei para o futuro. E da pessoa que criei na falta de você.

Fase do delírio, melhor dormir.

domingo, fevereiro 18, 2007

contagem regressiva de carneirinhos

Fiquei chocada porque alguém que conheço tem uma história por grana. Talvez tenha sido a naturalidade com que falou, não sei. Realmente incomodou. Achei que só gente má fosse assim.

Quando cheguei em casa resolvi focar. Fazer coisas realmente imprescindíveis pra dormir e acordar super bem em poucas horas. Tirar a roupa da máquina, das comida pras crianças, escovar dentes, banho.

Escrever não é importante, não me leva a lugar algum.

Escrevendo não resolvo problemas,
não encontro soluções,
não descubro o que quero saber,
muito provavelmente só arranjo mais problemas.

E me dei conta que a gente vai morrer escravo daquilo que não sabe e que poderia ser mais feliz se soubesse. Ou mais sereno se a resposta fosse não.

Então levantei, liguei o computador e resolvi não desistir disto aqui. Talvez um dia descubra ou não se valeu à pena.

sábado, fevereiro 17, 2007

modernismos

A moda deveria ser deixar o personal stylist de lado e contratar o personal meteorologist. Só eles podem fazer dissipar nuvenzinhas cinzentas da cabeça. Vou promover sorrisos sinceros a este posto.

Os sorrisos não precisam vir necessariamente de alguém do teu lado. É um posto democrático. A função não remunera em dinheiro, e tão pouco dá aposentadoria, aliás pelo contrário, quanto mais se trabalha mais tempo de carreira se tem. É um trabalho voluntário de grande valia.

Uma vez por semana pelo menos como frango assim:

Ingredientes
-Panela de ferro
-uma bandeja de filé de coxa e sobrecoxa
-Alecrim fresco
-sal

Se a panela não for de ferro, não faça a receita ok?

Modo de fazer:
Aqueça a panela de ferro com um pouco de óleo vegetal. Ponha no maior bico do fogão em fogo alto. O segredo é que a panela precisa estar super quente. Coloque os pedaços de frango com a parte interna (onde não tem pele) voltada para baixo. E esqueça...
O ponto certo é o estado meio torradinho, só então vire. Coloque o alecrim fresco sem o caule e o sal. Deixe mais um pouco.

Pronto! Por fora vai ter uma casquinha, por dentro suculento.

Li hoje que as pessoas deixaram de ter referências, não se interessam pelo passado e que a constante “evolução técnica” é um dos fatores mais importantes para que isto ocorra. Não confunda tradição com história.

O próprio jornalismo faz isto. O que aconteceu ontem é uma notícia tão descartável quando o hoje vai ser amanhã, Capicci? Memória curta.

E mais uma citação importante:
“Até que ponto passado e presente tem uma relação justa. De não estar nem muito próximo, super atual, nem distante. Exemplo, dentro do ônibus, a gente pode ficar muito próximo de alguém sem falar com ele. Essa é uma experiência nova nas sensações humanas. Você fica quase se defendendo de uma proximidade invasora. As pessoas começam a se tornar mais agressivas”.

Texto tirado da entrevista da filósofa Jeanne Marie Gagnebin.

Tudo isto pra explicar que a receita que passei foi a vó que ensinou, só adaptei. E que isto é uma forma de dividir sensações, de se tornar mais próxima, de não ser a estranha que está do seu lado no ônibus.

Ontem comecei a mudança de fuso horário para o carnaval. Fico espantada como os sentidos são mais rápidos que o racional. Dormi a tarde inteira sem planejar.

É inútil fugir dos sentidos, principalmente do sexto, de tentar se domar.

A fase de aprendizado vai durar a vida inteira.
Com amor.

quinta-feira, fevereiro 15, 2007

cinismo

Sensação dos deuses chegar em casa. Hoje precisei de um fio terra. Sempre tem uma alma bondosa que faz o servicinho.

Obrigada! Talvez o fio nem saiba que cumpre o papel, de repartir dores de dente, frustrações e alegrias. Boa safra de observadores da natureza humana. Esta é a mecânica da sobrevivência diante das limitações de cada um.

E têm caras que te dizem na lata: Não vai dar pra salvar. E a gente tem sempre que negociar:
Mas quem sabe...
pode ser...
mais uma vez...
outra...Foram duas vezes nesta semana.
A tentativa deveria vir antes da desistência.

Tem situações em que o silêncio é a melhor alternativa. Comecei a achar que isto era sinal de cinismo.

Não deixei de me importar, deixei de querer me fazer entender em todas as situações. É diferente.

Mas a conclusão foi que quando outra pessoa não tem condições, momentâneas ou não de te entender, tenta outra forma, tenta outro dia, releva, ou simplesmente sorri, baixa a cabeça ou pensa no Pequeno Príncipe que está tentando salvar sua rosa dos carneirinhos.

Os temíveis carneirinhos são malvados por ignorância dos fatos. Talvez se eles soubessem o que move o Pequeno príncipe, comessem grama e não rosas.

Ninguém é cínico na falta de informação, assim o são no conhecimento e negação. Portanto carneirinhos não são cínicos!

A reflexão não dói, apenas alimenta.
Pena que a rosa nunca tenha conhecido o que move o Pequeno Príncipe.

terça-feira, fevereiro 13, 2007

Uma volta, duas idas

Querido diário,
Sabe aquela hora que pedi ajuda? É porque estava difícil me agüentar. Acontece muitas vezes, passa tantas outras.

Desculpe se incomodei ou se fui banal, vou continuar sendo. Erro recorrente, mas não imperdoável.

Estou tentando recompor alguma coisa. E preciso fazer isto antes de dar o próximo passo. E existe coletivo no indivíduo, só não é tão óbvio. Pra isto converso contigo, não comigo.

Não foram os dias que trouxeram, é o que não foi resolvido pra lá... Vale a pena lembrar? Nem sempre é uma escolha. Vai acontecer de novo, e cada um vive na própria intensidade...

Um dia quero acertar. Quando acontecer, ainda assim vou carregar os erros. E mesmo que esteja na multidão, por mais que não queira, vão ser meus.

Mas também existem os acertos, e estes são o que tenho de melhor pra entregar a alguém que queira receber.

Enquanto estiver aqui, posso me perder pelas ruas sem precisar ser encontrada.

Se não for assim, que eu viva num universo sem ruas, mas com muitas esquinas capazes de indicar o caminho.

Mesmo que a casa não seja um lugar.

saguão das chegadas

Cibi,
As malas chegaram...a viva e a tua.
Estou com o pacote pequeno também. Veio tudo.
Ontem, te disse pra não acreditar em tudo que está no blog.
Não que seja mentira, é apenas uma fração do todo.

Fase libriana demais.
Parece duplo, mas não é. Só estou mergulhando em várias piscinas diferentes durante o dia. Hora numa, hora na outra...
E pra sair delas tenho de ir até o fundo. São pequenos exorcismos pra felicidade.

Enquanto não chegava o vôo fiquei me divertindo com as pessoas. Vendo as chegadas sorrisos e abraços. Quase perco a Joana. No Pen tocava Cirque du Soleil em homenagem ao João, que me ligou do Rio várias vezes hoje. Ele e toda a família, que agora é minha também.

Acho que estou na fase “tirei o nariz vermelho pra descansar”. Mas as sapatilhas continuam saltitantes.

Gostei demmmaiiss de falar contigo. Vou botar a mala onde os meninos não mexam.
Dorme bem.

segunda-feira, fevereiro 12, 2007

o poder da balança

Hoje me disseram que está difícil salvar a gêmea guria. Só pedi pra que tentassem mais. Tenho dificuldade em desistir. Não digo isto como se fosse qualidade. Porque existem situações em que não existe alternativa. Pra tudo na vida...

A gente constrói os caminhos, faz as opções e desenha o mapa. O meu é escrito em conjunto. Que me achem nos olhos de alguém. Mesmo que seja alguém que não me vê.

“Dou por ganho tudo que perdi.
Dou por vivido tudo que sonhei.
Dou por sonhado tudo que vivi.
Dou por recebido tudo que desejei.”

Hoje foi o pai que me ensinou este caminho. Dividir vai ser sempre a melhor situação para manter a sanidade emocional. Mas pra isto preciso enfrentar os medos.

Ninguém pode ser considerado corajoso por enfrentar o desconhecido. Corajoso é aquele que enfrenta o conhecido, que enfrenta seus medos. Que se despe das máscaras.

E isto não é um recado de alguém desorientado ou frágil.

Quem sabe...
Quem sabe um dia....
Quem sabe um dia a gente....
Quem sabe um dia a gente possa...
Quem sabe um dia a gente possa simplesmente...
Quem sabe um dia a gente possa simplesmente viver...
Quem sabe um dia a gente possa simplesmente viver para sempre...

Na minha história...

domingo, fevereiro 11, 2007

inspi..."rro"

Vou pegar o gancho da crônica da Monique, que escreve no lugar da Martha. A idéia é manjada. Coisas manjadas são importantes, principalmente quando são esquecidas: O contrário do amor não é o Ódio, e sim a indiferença. Então pensa na próxima vez que passar em branco ou que não disser. Agora vê se é esta a leitura que deve ser feita. Se for, só cabe aceitar, com pesar.

Não estava a fim de escrever. Na vida a edição é fundamental: De idéias, fatos, imagens, áudio, texto... Nada pode ser em exagero. Tem de ter um pouquinho de tudo.

Vários capítulos numa chatice médio depressiva afugentam leitores. Lembrei que escrevo pra mim, aí passei por uma construção aqui pertinho de casa.

Era um enorme terreno. Em 3 dias eles aterraram, plantaram árvores e grama e construíram um apartamento mobiliado, isto sem ter começado o edifício.
Hoje passei por ali e estão construindo o segundo apartamento pra servir como referência para quem estiver interessado em comprar o apartamento de fato.

Então as pessoas olham o tal apartamento, no terreno onde vai ser construído, e na verdade não existe nada. Nem começaram a fazer as fundações da construção. Só fachada. É como mostrar uma belíssima casa construída em terreno movediço.

Se isto parecer chato, vire a página, desista. Não posso fugir disto. Talvez tenha pulado algumas etapas em algum momento.

Obrigada pela inspiração. Só precisei ler o título. O resto vou descobrir agora.

sábado, fevereiro 10, 2007

cau's

Ando achando que a habilidade em perceber pessoas nada mais é do que um desejo em criar sentimentos que de alguma forma nos beneficie. Ou seja, talvez não exista nem a habilidade, nem os sentimentos.

A gente inventa tudo pra ser feliz: Já estamos vivendo Matrix. O comando é do subconsciente, instinto de sobrevivência....a comida do passado agora é outra.

Dos sentimentos, o que mais dói é a perda. Todos os dias intensamente ou não. É cumulativo.

Aí fico pensando que criaram até leis para legalizar e dificultar.
Só que agora o contrato precisa ser revisto, ampliado, compartilhado com tantos outros, ou simplesmente esquecido porque não funciona.

Fico olhando meu gatinho, com a boca vermelha, as patinhas brancas e um constante piscar. Às vezes fico achando que ele é o ser mais perfeito do mundo.

O fantasma da perda está rondando.
Por enquanto continuo olhando o Cau, ele também vai junto nesta viagem.

sexta-feira, fevereiro 09, 2007

trilho

Se alguém fizer meu mapa astral provavelmente vai ter alguma coisa dizendo: Decisões importantes estão chegando, ainda no primeiro trimestre.

No colégio as provas do início do ano eram sempre mais fáceis, e notas mais altas, embalo da saudade. Sim houve um tempo em que fazia falta tudo isto.

Costumo ser sensata. Talvez agora tenha de me dedicar ao futuro. Ou talvez seja tudo no reflexo como sempre. A resposta já sei, é aquela que com o tempo não vai te fazer pensar e se...
Falta que formulem a pergunta. E que o friozinho misturado com angústia passe.

Por enquanto só existe este buraquinho que não sabe se cresce ou se dói, se grita ou se cala.

Vou para o mundo Disney. Antes disto o que existe de concreto é uma avenida onde o sonho de tantas outras pessoas passa.

Vou passar junto antes que eu perca o trem..

quinta-feira, fevereiro 08, 2007

Mea Culpa


Chegar em casa às quintas é um sarro. Começo sentir cheiro de limpeza do corredor. Quando entro, a sala é lavanda, banheiro pinho, cozinha floral.

Vou ter de comprar produtos de limpeza com o mesmo aroma. Porque 5 minutos depois já rendeu uma dor de cabeça. A ordem é abrir as janelas pra ver se sai.
Cheiros combinados deixam qualquer um maluco!

Conheço um cara que é de arrasar quarteirão. Só que o desgraçado não usa desodorante. E fede ardido sabe? Um dia alguém teve de explicar que colônia não adianta, precisa pôr desodorante no sovaco, porque tem uma substância tal que neutraliza o cheiro. Não fiz a contra prova pra ver se melhorou.

Tô de olho pra comprar uma gangorra, que combina perfeitamente com o estado de espírito atual. Sinal de loucura? Abre alas que eu quero passar...

Hoje me perguntaram 30 vezes por que a Patagônia...
Eu disse: PORQUE GELO ESTÁ EM EXTINÇÃO! E logo pode ser você em extinção..o final é triste...fritinho...com ou sem freezer da Brastemp.

Desde que assisti aquele documentário “A Marcha do Pingüim Imperador” pensei: Um dia quero fazer uma coisa tão legal como aquilo. Não por ter bicho que eu amo, mas por ser absurdamente sensível, simples e criativo. Não conheço nenhuma receita de sucesso que não tenha estas 3 características.

Até um argumento ruim resiste a um bom contador de histórias.

Credo me dá ânsia de choro só de lembrar da cena dos pingüinzinhos enfileirados marchando.

Putz, tô na profissão certa. Só queria ter mais tempo de fazer coisas assim...

Se eu tivesse muita grana provavelmente estaria financiando várias ONGs sérias. Vale ressaltar, banalizaram as organizações não governamentais. Tem muita ONG falcatrua por aí.

Uma história curtinha. Quando fui a Xapuri no Acre, conversei com toda a família do Chico Mendes...um apêndice, o Chico também não é bem aquilo que a mídia vende ok?...enfim, mas o museu, a casa dele...o memorial mal se sustentava.

Muito dinheiro foi levantado em todo mundo para manter a história do Chico, mas a maioria da grana ficou com os picaretas e oportunistas que usaram o nome pra se beneficiar.

Independente do que motivou a causa toda dos seringueiros, ela tem por objetivo a preservação, e este não é um assunto para o futuro, e definitivamente não depende só do governo. Aliás, como tudo na vida.

Espero que vocês tenham entendido.

terça-feira, fevereiro 06, 2007

Murphy contra-ataca

Em que momento a magia passa a ser pesadelo? Vocês já presenciaram o “desapaixonamento” de outra pessoa? Como isto acontece? Por quê? Deveria ser proibido. As paixões terminam numa lata de lixo com certa facilidade.

Prefiro relações mais sólidas. E pode parecer uma idiotice, vindo de uma solteira. Aí meu caro, reside o engano. O que acontece é uma piadinha da vida que insiste em te colocar sempre atrás de alguém que não te quer, ou vice-versa. E sou a fundadora do clube “antes só do que mal acompanhada”. Esta receita dá um caldo de primeira para um filme de horror.

Pelo menos comprei cerveja...

Nossa, acabou de tocar a música certa no momento errado...

Visitei a gêmea guria no veterinário. Vai ser a batalha dos 100 dias. Estou com gás pra lutar muito...

Hoje alguém chutou o pau da barraca. Fiz isto uma década atrás, só que de outra maneira, me ralei mesmo, de forma violenta. Foi uma guerra perdida desde o início. E sou boa em guerras perdidas.

O que tirei de lição? Perder é uma arte, faço isto com uma certa classe, o que nem sempre suaviza, mas alimenta meu espírito filosófico.

Tem pessoas que nascem abençoadas. Uma vez na festa de aniversário alguém disse: Vi nascer e tinha uma luz sobre a criança! Pois a luz está lá até hoje. Incrível. Existem pessoas assim, uma é minha amiga.

A maioria costuma facilitar a vida e dividir maça em duas partes. Prefiro a bergamota, que fica tri bem em vários gomos, e ainda tem aqueles fiapos e sementes que a gente tem de tirar. O que dá até tempo pra uma certa reflexão...

Vocês notaram? A gente já entra pra vida sabendo que vai perder.
A vitória é chegar na prorrogação. Jogo sem escore.

Li em algum lugar: Pra que se preocupar, o não está garantido, o que vier é lucro.

Decidi gastar meu PPR em restaurante Japonês. Cada um com seus problemas.

segunda-feira, fevereiro 05, 2007

paranóia obsessiva

E não venha dizer que não tenho paciência, sofro às vezes de uma certa pressa. Venho de uma geração em que a única coisa certa é o passado, no presente é que se constrói...
E o futuro a deus pertence, ou aos tarólogos, otimistas, descompromissados ou ...aos filmes de ficção.

Projetos a longo prazo? Não tenho, melhor dizendo, nunca tive. E saibam que faço isto por instinto, não sei se é melhor, acontece, nem tudo é controlável. Queria apertar botões que determinassem o mundo. Começaria por explodir o Bush. Depois seria sorteada com uma passagem de avião vitalícia, do tipo plastificada, que daria acesso a qualquer lugar do mundo em instantes....
Posso ficar horas pensando nisto sem chegar a lugar nenhum...então gira a mundo...

Hoje fui acometida por um certo espírito de porco. O que alavanca o processo não faço idéia. Mas nada incomoda mais do que e ver os mesmos erros se repetindo. De novo...de novo...de novo e....deu. Três é o limite.

Estes dias fiquei horas tentando me lembrar de uma palavra: Obsessão. Vocês conhecem alguém que não tenha algum grau de obsessividade? Não do tipo doentio, psiquiátrico. Obsessão normal. TODO MUNDO TEM! Se disser que não tá mentindo. Querem que liste?

Começa por coisas simples como música. Ouço a mesma durante muito tempo. De uma hora pra outra pego nojo e nunca mais. Cerveja as segundas de noite. Hoje não tomei...talvez por isto a irritação...entre outras coisas.

Não faltar a ginástica, não arrumar a cama, fazer nada aos domingos, manter algumas pessoas sempre por perto, ler as fofocas do BBB, jamais comer mocotó...iiii...

Atualmente a obsessividade ronda este blog. Às vezes insisto em escrever sem vontade. É pra equilibrar a balança, botar uns bichos pra fora. UHRRRRRRRRGGG! Pronto, me sinto melhor...

Esta obsessão ainda não se escafedeu.

domingo, fevereiro 04, 2007

coerência

Coerência, é uma palavra que gosto muito e ainda não usei. Ontem, ou hoje, já não sei porque meu relógio biológico estragou, alguém falou, não gosto da música do fulaninho, mas ele é coerente. Nossa, concordo! Mais importante do que a música é a coerência!

Coerência faz a gente conhecer alguém, se sentir confortável e até aceitar situações ou características contrárias ao que se pensa.

Sabe porque japonês não mente? Porque escreve de trás pra frente. Quando começa a frase a gente já sabe onde vai chegar. Não muda o sentido depois. É coerente, confiável, é de se admirar.

Cheguei hoje de manhã a POA, estava clareando. Me joguei nos travesseiros 30 segundos depois de abrir a porta.

Balanço: Melhor show, Skank e o chato do Lulu. Sobre este tenho uma história interessante. No tempo em que a gente podia circular no espaço entre o palco e o público do Planeta, tava eu ali, curtindo as manjadas e boas músicas do Lulu. Bateu a sede, quando olho pra cima ele tá bebendo água. Faço sinal, não é que me joga uma garrafa de água? 10 minutos depois estraga o microfone, e o desgraçado me toca o microfone também! Resolvi sair dali, antes de ser abatida pela guitarra.

Os fogos do Fatboy estavam de arrepiar...

Numa das caminhadas entre o público, uma menina cutuca:
- Joice Bruhn? (eu estava seriamente identificada com crachá, cinegrafista, auxiliar e Ico)
-Oi?
-Leio o que tu escreve no Blog do Patrola todos os dias!
-Nossa muito obrigada...

Não sabia o que dizer. Pensei em explicar que o blog não era do Patrola, era meu mesmo, mas fiquei petrificada...

Viu Ciba e Rubs, tem mais alguém na área.

Gozado, as pessoas se acostumam facilmente com tudo na vida, seja bom ou ruim. Se fazem uma crítica, sei exatamente como reagir, ponderar e se for o caso aceitar. Se fizerem elogio, fico pior do que estátua de museu de cera. As vezes parece até que não é comigo, mas é só falta de preparo. Decorei uma frase e uso sempre: "Muito Obrigada"

Queria transitar melhor entre as coisas boas da vida. Seria mais feliz.

zzzz

Concluo que devo sofrer de algum tipo de fixação com sono. Falo sempre.
Ontem no último show do PLaneta, dormi escorada na mesa da sala da produção. Até que alguém cutucou o tão sonhado "Pode ir"...

Agora tem gente que pagou 300 pilas pra ver o Fatboy na ala super hiper transcendental área vip, e eu resolvi plugar a Internet pra não dormir.

Correndo de um lado pra outro pareço que perdi a caixinha preta (esta aprendi com o Halex). E pela milhonééésima vez estão gritando "áááá´, eu sou gaúcho". Não deveria ser "bááá, eu sou gaúcho?" foi só uma pergunta..o Armandinho tá desenhando, ops, cantando a música deus te desenhou..(aposto que ele desenha assim como canta)...mas ele é legal, enfim, está de barbichinha nova de bandido, pra ninguém lembrar que é bom moço. Não dá ibope ser bom moço.

Balanço do evento, é mais divertido que carnaval na avenida de POA, o que isto significa? Nada, falta de assunto. Tô só passando tempo enquanto os travesseiros não chamam....

droga, dá pra pra este cara parar de cantar?

quinta-feira, fevereiro 01, 2007

vai...

Fiquei triiiiii feliz.
Minha mana já tem passagem marcada pra voltar em agosto.
A gente briga, ri, fica calada, mas...como é bem ter por perto.
FELIZ ANÍVER! É amanhã, vou ligar...

Uma das gêmeas está lutando no Valério veterinário. Hoje fui lá. Fiz cafuné, falei um pouquinho, ela abanou o rabinho. É de cortar. Fico pensando como tudo é frágil, e como os detalhes são importantes. Percebi melhor a diferença entre cães e gatos.

Cães são pura energia positiva. Fazem doentes pensar no futuro. E quando eles é que estão doentes, percebem a mesma coisa nos humanos. São cegos da maldade. Acreditam, sempre acreditam.

Gatos sugam a energia negativa. São uma espécie de termostato. Percebem quando as pessoas estão doentes ou tristes. Chegam a morrer sugando o que é de ruim, quando o ruim é muito forte.

E tem gente que mata, faz pouco caso, sacrifica, tortura. Pouca inteligência dos humanos dominadores, raça burra. Jamais vou acreditar em gente que não faz uso da sua suposta superioridade. Se não fosse a “herança” genética, estaria por último na cadeia alimentar.

Cada ser é especial. Ninguém é melhor do que ninguém. Cumprem funções diferentes. Assim como a gêmea “Guria”, que está lá tristonha, tentando voltar.

Se tudo der errado, mesmo assim, já cumpriu sua missão.
Me fez encarar o medo.

quarta-feira, janeiro 31, 2007

meu tesouro

Sexta vou pra Atlântida, fazer o Planeta. É o mais perto que chego da praia. A família inteira tem câncer de pele, pego sol só se for no paraíso. Aí não tem santo que resista, com peixinho então...

Fiz a reserva para a Patagônia. Já tô vendo a cena. Longos trekkings, dormir em Iglu, passar frio e suar no mesmo instante. Belíssimo programa de índio, e na versão leão marinho. Adorrroooo.
Agora me lembrei do Nanook, sabe o Nanook?

E vai dar até pra comer uns “entrecotes na Florida...”

4 horas de avião de Buenos Aires a El Calafate.
Peraí...só se for de teco-teco, não é tão longe assim...

terça-feira, janeiro 30, 2007

Leia a bula

Não gosto de mudança de casa, desde sempre. Ao contrário de minha mãe “quenãogostaqueeufalenela”, que fazia questão de se mudar de 4 em 4 anos. Deve ser um número cabalístico.
A verdade é que pra nenhuma das duas se incomodar, passei a não ser avisada das mudanças.
Numa das vezes, literalmente acordei com dois capangas querendo levar a cama pro caminhão. Me acharam com cara de cabide.
Fora as infindáveis vezes que acordei com os candidatos a compradores analisando o quarto. Não entendo porque a fuzarca acontecia sempre comigo dormindo.
Quando fui morar sozinha, finalmente pude determinar quando e onde. Optei por ficar um mês com todos os móveis, ou aqueles que existiam, no meio da sala. Não mexi uma palha. Aproveitei para passar o mês jantando fora ...

Obs. Intervalo do suco. Comi Japa e me atolei no salmão. Preciso aproveitar que nunca cruzei com um salmão de baixo da água. Quando isto acontecer deixo de comer salmão, por enquanto é só uma carne rosa/laranja que fica tri boa com shoyu e raiz forte. Lembre shoyu retém líquidos, por isto dá sede.

Bom, hoje fiz uma mudança, no trabalho. Como agora tenho experiência, elaborei a técnica:
Divida os armários por prateleiras, e cada uma delas vai numa caixa. Pouco importa se as coisas estão organizadas dentro das caixas, o que importa é que estejam nas caixas certas. Esta é a minha filosofia de vida!

Vivo perdida dentro das caixas, mas sei onde elas estão e o que tem nelas, que dedução.

A mudança foi tranqüila, achei inclusive uma frase que tinha colocado no mural da sala pelo menos dois anos atrás:

“Para que o mal triunfe basta que os bons não façam nada” (continua valendo pra sala nova).


Amanhã a Ciça vai ter mesa, do lado da minha. Pelo assim a gente não incomoda muito com as análises profundas sobre “A Noviça Rebelde” e Alias.

Hoje me sinto melhor. Tudo vai dar certo e acabar como nos contos de fadas.

Isto se chama otimismo e é o mais poderoso remédio que existe.

segunda-feira, janeiro 29, 2007

Acordei em Bagdá

Tem vezes que o silêncio fala mais...
E depois, não esperem ler declarações, segredos...
a gente pensa tanto, mais tanto...
que a parte escondida é um detalhe..uma fração do todo.
Então, continuo assim, até que a morte nos separe.
Esta frase não é minha. Então de quem seria?
Quem escreveu a missa de casamento?

A professora substituta da aula de power jump de hoje era ruiva.
Lembrei de uma outra ruiva na minha vida, a professora de música com sobrenome russo.
Jamais confie numa professora de música que tem sobrenome pronunciável. Acredite.
Pois ela era amiga da família, e a filha dela era uma chata. Que por sinal cantava no coral comigo. Sim cantei, era bem afinada, ouvido bom.

Entenda, sou meio surda, de verdade.
Ouvido bom neste caso tem sentido estético.
A filha era um porre, mas a professora ótima, e nunca passou desapercebida.
Primeiro porque era esquelética, um metro e oitenta com cabelos ruivos naturais pela cintura.
Segundo porque os pupilos dela só cantavam em latim, francês ou alemão.
Nossa, como a gente parecia inteligente, fazia um sucesso...

Hoje a professora de power jump era baixinha, ruiva natural....e tenho certeza, deve ter sobrenome russo! Lá pelas tantas dava um berro pra gente correr...tenho certeza que deve ter matado as galinhas da redondeza com o rugido.

Sim, definitivamente deve ter sobrenome russo, quando faltava uns 10 minutos pra aula terminar, dizia fazendo terrorismo:

-Bom, depois do aquecimento podemos começar!

E veja bem, eu inocentemente bocejava tentando espantar o sono. Acordei em Bagdá com a bomba ruiva.

Depois veio O Rafting assassino, o ônibus virado, o assalto com dinamite, as geleiras desabando na Groelândia, nós fritando por aqui....cenário de guerra. E tudo isto antes do meio dia...

Então corram, corram pra ser felizes depressinha....ou se calem para sempre.

sábado, janeiro 27, 2007

#2#

A não verdade é mais danosa que a mentira. Porque se baseia em fatos reais. Só que não são. E nem nunca serão.

O ataque foi maior que a defesa. Tem armas mais pesadas, não se preocupa com o dano causado e muito menos onde acerta.

Acontece pela segunda vez, pensei que já tivesse aprendido da primeira...

E o lugar pra fugir, não existe.

sexta-feira, janeiro 26, 2007

Por que as pessoas erram tanto querendo acertar?

Devia existir um detector onde os erros de boa fé pudessem ser separados dos outros. Mas não existe, a gente nem sempre sabe, e nem sempre desculpa.

Muitas histórias são destruídas assim. Algumas nem começam. Vou contar uma, de uma pessoa que por descuido se comprometeu. E por ter boa fé tentou resolver sem prejudicar.

Num primeiro momento foi uma comemoração entre pessoas que te conhecem pelo apelido. A festa dos tios, Jocas e Zecas.

Antes disto, alguém te acusa sem entender que o tempo precisa ser compartilhado. Só que ultrapassa as medidas. Não revido, o que é recente em mim. Sinal de cinismo? Não, definitivamente. Sinal de quem já fez isto e descobriu que não é a melhor forma de fazer o mundo funcionar. A memória é longa, e quero lembrar das tentativas.

Estes que te chamam pelo apelido, sempre vão estar do teu lado. Memórias que se misturam.

Depois vem a memória recente, das apostas, dos escolhidos por afinidade. Talvez o tempo não fale tanto, mas não importa. Existe tu, o tempo, eles e as escolhas.

Mudo de ambiente, fui esquecida. Volto pra casa e penso que a noite foi um erro. E se existisse a segunda chance, teria mudado algo? Não, continuo lembrando das tentativas de boa fé, mesmo que seja uma escolha solitária. Veio o nó, o buraquinho e a música errada para o momento certo.

Entro em casa. A memória recente também tinha cometido um erro de boa fé, felizmente detectado, e sem necessidade de perdão.

Assim é que funciona o rolo compressor, mesmo quando a máquina enguiça.

Estava em casa, sozinha e tranqüila. Nada tinha dado certo, mesmo assim todos tentaram, e bastou.

E....sim, também acredito nisto e em tantas outras coisas que um dia espero poder contar.

a terrível ameaça do blog assassino

Bom,
Dois dias de primeiro mundo.
Primeiro o Greenville aqui pertinho, mesinhas na rua, sem pressão, ruim de pegar vaga pro carro.
Nós no sushi, eis que adentra o Valério veterinário/psicólogo.
Trata do bicho, do dono e de quem pintar. Recomendo tudo.
Tava a Milka Pipa também, conhecem? Coleções temáticas agora em versão Fat Family.
As pessoas da mesa tinham algo em comum além do gosto pelo sushi. Todas consomem Valério. Do hamster ao dog...

Hoje espetáculo musical “A Mulher de Oslo”
Recomendado por Alice não mora mais aqui. Lindo, com a Vanessa Longoni. Desculpe a ignorância, mas até então só conhecia alguns músicos...
Amei mesmo. A cara do Jô Soares. Se ele ainda não fez a entrevista, deveria...
Deu vontade de escutar mais. Será que tem long Play? Tem que ter long play!

E lá se foi uma Stella Artois. A garrafinha é linda mas muito forte, prefiro Miller....

Agora tenho a seguinte tática, quando a mãe começa a xaropear ameaço colocar no blog. Tanto ela não lê. Estes dias perguntou pro meu irmão o que tanto eu escrevia.
Ele sem cerimônia: Só bobagens!
Ela ainda remendou: Lê de vez em quando mas com cara de quem bisbilhota todo dia.

É, sou obrigada a concordar, só que existem milhões de verdades nas bobagens. E milhões de bobagens nas verdades. O que importa são as entrelinhas. Tem umas coisas escondidas ali.

Espero um dia aprender o ofício.
Enquanto isto me divirto, garrei amor.

quarta-feira, janeiro 24, 2007

as mil faces da alface

Conheço uma cachorra que come alface, a minha. E uma gatinha, a Mia, que não é minha é da mãe, também come. Desde que meu irmão Regis virou produtor orgânico a alface ganhou ares requintados. Crespa, verde, vermelha, americana, roxa. Sou especialista em comê-las.

Na verdade riram muito da minha cara esta semana quando contei que até os 20 anos sempre comi alface com açúcar. Por deus, não conhecia outro jeito.

Receita: Pega a alface crua e limpa, põe um pouco de açúcar dentro e faz uma trouxinha, depois enfia na boca de uma vez. Se a trouxinha ficar grande, repita a operação.

Pronto, fundei mais um grupo de excluídos da sociedade: Os comedores de alface com açúcar. Imagina que burra, até então me considerava normal....com desvios...

Quando falei que a vó (aquela mesma) fazia uma entrada maravilhosa composta por banana, maionese e amendoim torrado, a torcida foi a loucura.

Tive de pesquisar. Precisava de argumentos capazes de provar que alguém que come isto não sofre do estômago e muito menos da cabeça. Meu lacônico pai explicou: É alemão! Pronto, agora estou no grupo dos imigrantes de guerra.

Nós, filhos e netos de imigrantes pertencemos a um outro grupo: Os que não são nem europeus nem brasileiros. Pode não parecer, mas é complicado. A forma de pensar muda.

Sabe quando me sinto mais em casa? Nas colônias do interior. Largo a timidez de lado. Preciso de 38 segundos, que é o tempo de identificar o sotaque e a receita de pão caseiro. Parece que vivi ali toda vida. E pode ser polonês, italiano, alemão, português....não importa.

Quer me ver feliz? Me manda pro interior do interior gravar nas colônias...

Pode soar estranho, mas o que “linka” tudo é a guerra e os reflexos dela. Sou da terceira geração, e até hoje tenho pânico em botar comida fora. Isto talvez explique a alface, ou quem sabe o “apuro” culinário dos alemães.

Vai saber...

terça-feira, janeiro 23, 2007

viagem ao centro da batatinha

E tem gente cuja profissão deveria ser “especializado em tentar influenciar pessoas”. Parecem sempre ocupados, gostam de dizer o que os chefes querem ouvir, sempre atarefados, mas nunca se sabe exatamente o que fazem. Chegadíssimos em reuniões, e sempre dizem coisas que parecem pertinentes, mas não levam a nada. “Sabem” sempre a informação mais quente. Há cuidado, adoram se meter no trabalho dos outros.

Tá provado, a proximidade com o poder corrompe tanto quando o próprio poder. Porém é mais azeda....não que nem bala azedinha...como limão puro!! Digo novamente, não dê poder a quem faz isto em benefício próprio, pra filhote deste então, muito menos.

Larguem do meu pé seus azedos ordinários (vai dizer que vocês não conhecem alguém assim?).

Troca de assunto....putz, a Rod me faz tanto lembrar da nêga Ciba? Bateu uma saudade...até a risada é igual, o jeitinho tomada 220....

Não existem duas pessoas iguais no mundo, mas às vezes a gente faz uso de determinados artifícios pra ser mais feliz...hoje ri muito com a Ciba, mesmo estando 10 mil quilômetros de distância....

segunda-feira, janeiro 22, 2007

o relógio encantado

Quero o pescocinho da mãe. E pior, não posso nem falar no assunto, CENSURA!
Entendam vocês.

Ela tinha de colocar o relógio. Não queria, porque não queria...só pedi pelo amor de deus pra isto não acontecer quando estivesse fora, 15 dias de março.

Agora me chamou na casa dela.
NUNCA FAZ ISTO (se não dou o ar da graça, fico sem encontrar).
É claro que procuro. Boa coisa não era. Subo voando...

Me comunicou meio transtornada, que a colocação do relógio era amanhã. Já estava marcado desde a semana passada (eu sem saber nada!). Que não se achava pronta, e que o “outro consultor técnico” tinha dito que não era de urgência. Que poderia esperar um mês, fazer novos testes e então resolver.

É claro que disse pra esperar um mês..Quem não faria isto? Tem o lance aquele, preparar a cabeça pra não te matar na hora aga! E estava se encaminhando para isto.

Disse: Liga logo para o hospital, alguém vai colocar reloginho novo e ainda não sabe...precisa tomar providências...

A troca de equipamento sai em março. Negociei pro final do mês, assim viajo na primeira quinzena.

Tem outras histórias que já foram escritas. É a maldita intuição trabalhando enquanto eu durmo.

Devo deixar o barco correr ou resolver de uma vez? O que muda isto?
Queria saber o melhor momento...existe o melhor momento?

domingo, janeiro 21, 2007

Não

Nunca briguei com o RU. Não conheço alguém que tenha brigado. Nem eu. Aliás, posso ser meio intempestiva, mas não permaneço brigada com ninguém por mais de 24h. Pra isto precisa rancor que nunca me acompanhou. O que acontece é desilusão, tristeza, e que naturalmente afasta. Mas mesmo isto, só acontece por alguma dose de amor.

Enfim, o RU se distanciou porque casou com uma chata & ciumenta. E ter marido amigo de mulher só sendo sábia, e não é est.....o cas...o. O RU nunca foi chegado a computadores, então não corro o risco...Espero que isto não tenha mudado nos últimos anos...

Se bem conheço o geminiano, deve estar no sítio, fazendo churrascos com os amigos influentes, e colando cartaz de madruga na véspera das eleições. O cabelo pode ter sofrido variações: Careca com rabinho ou sem rabinho.

O único cara que conheci que deixava cortar o cabelo sem medo. Nunca aprendi a cortar...era só pra fazer usar a máquina de camelô. Tudo bem que com aquela farturaaaa de cabelo, não era uma decisão muito difícil. A máquina existe até hoje, agora corta o pêlo da Tina.

Declaro aqui amizade eterna ao RU, que me acompanhou em alguns anos de chumbo da vida. Ri e chorei muito com ele, e esta é uma receita velha pra tudo que se queira do futuro. Mesmo que agora saiba que chevetes 79 não têm freio ABS.

Só espero sinceramente que ele não esteja em Brasília engravatado. Este não seria o RU que conheci.

sábado, janeiro 20, 2007

Meus recortes

Por dois anos encontrava todas as semanas um amigo. Rotina boa da massa, cerveja/vinho. Sempre no mesmo lugar, onde as toalhas de papel e as canetinhas estavam disponíveis. Ali a gente escrevia em duo, as vezes em solo, mas sempre escrevia. A maioria foi parar no lixo, onde estes aqui talvez devessem estar, se não tivesse esquecido. Às vezes a história é mais interessante do que os fatos. Então em nome da memória, que boa ou ruim não deve ser esquecida, aqui estão.

Meu amigo não continua meu amigo, por decisão dele. Portanto vocês vão conhecê-lo por RU, e eu JO. Foi o cara que me fez acreditar que um chevete 79 poderia ter freio ABS.

A maioria dos textos foi concebida como poema. Um é letra de música e outro um cartão de aniversário que justificava a falta de presente.
Divirtam-se ou vomitem-se

**
Meu sentido comum
Perde o encanto.
Quando durmo os sonhos
Se perdem como castelos de areia.

Meu pensamento ganha formas
No horizonte que existe na alma.

Mas que existência!!
Somos dois a procurar a verdadeira face deste corpo.
Que nunca morra o amanhã.
Este equilíbrio entre o possível, visível e o amanhã, inatingível.
JO RU

**
É noite..
E como tantas outras noites, continuo acordado.
Ao lado, minha solidão dorme.
Felizmente dorme!!
Como tantas outras noites...
Uma luz (pequena luz)
Projeta a sombra do meu corpo,
Em seu corpo.
E fico horas olhando e pensando:
Há como queria ser livre!!
Livre pra quem sabe fazer
Estes dois felizes..
Pensava enquanto olhava aquele corpo;
Minha solidão..
Aquela sombra,
Minha vida..
RU

**
Queria ser criada por ti.
Capaz de suprir todas as incertezas
De dormir contigo todas as noites
Sem acordar como uma estranha.

Amanhã vou quebrar os relógios.
Parar o tempo, mesmo que por um segundo.
Vou ser esta pessoa.

Talvez não me reconheça.
Talvez não seja melhor.

Faço isto por alguém, que não sabe meu nome,
Não sabe onde moro, nem porque vim.

Vim pra te dizer que por um segundo sou aquela que te espera, mas que só pode ser eterna nos sonhos.

Quando não existir mais luz, alguém vai surgir.
Vai cantar, dançar e sorrir do jeito certo.
E mesmo por ilusão vai te fazer acreditar.

Vou estar longe,
Fazendo este segundo se multiplicar,
Se espalhar por todos os cantos.

Mesmo sem querer
Este vai ser o meu segredo,
Que em um segundo fui alguém que existiu
Só para você, eternamente.
JO

**
O MOTIVO
Caminhando pela rua, fui abordado por uma cigana. Dessas que ficam nas calçadas atacando a gente pra tirar dinheiro.

-Moço, vamu vê a sorte?

Segui caminhando com passo mais firme tentando demonstrar que não tava afim daquilo, embora ela até tivesse uma cara boa.
-Moço, tu vai faze bobage.

Passei por ela imaginando que de fato existem pessoas que tem medo de coisas que elas dizem.

-Moço, não me dá nada, mas também não dá casa com alça pra mulher de Vênus.

Numa fração de segundos senti medo, porque o que ela tinha dito era totalmente estranho e ilógico, mas, com uma sensação de que o endereço estava certo.

-Porque?
-Porque esta casa leva ela pra bem longe moço.

Quando ela terminou de dizer isto, foi que me deu o grande CLICK, e exclamei em voz alta:

-É CLARO! A MALA!
-Eu não posso dá a mala pra Joice, porque daí ela vai de muda pra Itália.

Enquanto as pessoas me olhavam rindo sozinho pela rua, eu me deliciava pensando: Joice querida, tu dançou...

RU

**
Háa vida
Como és perfeita!
Na névoa, enxerga.
Na mão de outro, sente
Na prisão de amar, és livre

És a única que conhece o caminho de casa.
Liberta o sonho do aconchego
Estende a mão e esclarece

Mas por favor,
Pára de interrogar a minha existência
Não me obrigue a viver na ignorância
Me aceita na tua luz
Preciso de ti pra ser eu.
JO

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Elis.

19 de janeiro, dia que a Elis morreu num erro de cálculo. Questão de doses e misturas. Acho que todo mundo comete o mesmo engano todos os dias.
Na força do golpe, da crítica, do discurso, do desprezo, da agressividade. Tudo erro de cálculo. A diferença é que matam a longo prazo.

A gente precisa dar bônus pra fazer todo mundo ficar bom dos erros de cálculo: Segunda vou começar a dar vale beijos, apertos, abraços....

O que é melhor, beijo ou abraço? Claro que depende da hora e da pessoa. Mas adoro um abraço bem dado. As pessoas beijam por educação com freqüência, abraços quase sempre são espontâneos. Preenche mais o buraquinho que existe dentro da gente.

Háá, este buraquinho, vou ter de dar um nome pra ele...
O meu fica no estômago. É uma mistura de calafrio com dor. E Sempre vem numa seqüência de suspiros.

quinta-feira, janeiro 18, 2007

soldado raso

Se as pessoas são pessoas, pressupõe-se que pensam. Logo existe uma linha de raciocínio. Algumas pessoas desconhecem a sua própria linha de raciocínio, pode não ser tão lógica assim, mas existe. Então não me venha com este papinho de porra louca. Tem muita gente tirando vantagem disto, se auto intitulando porra louca, ou pior: É que os gênios são assim, e por isto podem se dar ao luxo de fazer as maiores cafajestadas em nome do QI.

QUEM É O IDIOTA QUE ACREDITA NISTO?

Não acho que todo mundo deva ser igual, muito antes pelo contrário, mas sobre isto já falei. Acho que todo mundo tem obrigação de pelo menos tentar fazer se entender. Isto faz parte do meu conceito de QI. Assim como ser autêntico, assumir suas limitações, ser mais persistente do que inteligente. É, acredito em esforço mais do que talento. Assim como acredito em intuição mais do que na razão. Talvez seja eu a idiota, mas fiz minhas opções. E ainda, tentar ter bom senso, e uma dose de equilíbrio.

Nossas atitudes influenciam, e isto pode fazer muita gente feliz ou triste. E a felicidade dos outros é a minha também. Ou tudo pode morrer pelas nossas mãos.

O centro do universo se multiplicou. Todos querem ser entendidos, muitos acham que é tamanho esforço, em outros a linha do equador fica nas próprias costelas. Muita gente quer falar pra platéia vazia...como agora.

Vou continuar por aqui, tentando e acreditando, como um burro que não olha os lados. Porque um amigo militar um dia disse: Se pudesse escolher alguém, seria tu a ir pra guerra comigo.

E eu burra acreditei.

quarta-feira, janeiro 17, 2007

fora do ar

Informamos que por falta de energia estaremos fora do ar por breves instantes. Assim que possível retornaremos à programação normal.
obs: Hoje nem com chocolatinho.

terça-feira, janeiro 16, 2007

ET PHONE HOME!

-RBS TV?
-Oi, quem fala é o Valério.
-Háá, já sabia que era tu. Hoje olhei uma foto e lembrei de ti.

Foi assim mesmo, a foto está aqui comigo... não falava com o Valério há pelo menos 5 anos. E sabia que era ele. MEU AMIGÃO VALÉRIO! Parceiro de tantas indiadas, muito do que sou foi obra dele. Tive sorte de encontrar uns tipos tão 10 na minha vida profissional, nunca vou esquecer, nunquinha.

Há 9 mora em Brasília, trabalhando numa ONG de ecoturismo. Sempre na hora H aparecia ele e o Kober, quando eu mais precisava. Dois caras bonachões, completamente confusos. Adoravam uma madrugada de edição, ainda mais se o programa fosse ao ar no dia seguinte. Era este o combustível. No meu caso só existia uma alternativa, aprender rapidinho.

-Tens um Blog?
-Tenho.
-Eu também...
-Atualizo uma vez por mês, escrevo contos.
-Escrevo todos os dias, só bobagens que me passam pela cabeça (nem comentei sobre o diabinho).

obs: tem o lance aquele, escrevo pra reler...pra dizer pro seu delegado: Neste dia estava em tal lugar...não matei ninguém!

Daquela foto, cada um está num lugar diferente. Fiquei por opção. Também não apareceu nenhum Spielberg dizendo: Vem pra cá, te pago dois milhões de dólares!

Nunca deixei de acreditar que dava pra trabalhar muito e fazer coisas legais aqui. Sempre com um olhar 360 graus e de vez enquanto dando umas bandas, se misturando. A regra básica é não esquecer de aprender, quando e onde quer que seja.

Ninguém nasce legal, também depende daqueles que te rodeiam.
Me considero neste grupo, e parte disto é obra do meu amigo Valério.

Frase óbvia e certeira, como traseira de caminhão.
Viu Valériooo ?????????

segunda-feira, janeiro 15, 2007

Mamis & Papis and Gatis


Patagônia,
É pra lá que eu vou.
Isto se a mãe não for operada em março.
Por enquanto está mais preocupada em achar um médico que diga que ela não tem nada. Aposto que vai ficar até março procurando, até que resolva operar, nas minhas férias...ou um pouco antes.

O pai pra mim hoje:
-Nossa como é bonito este teu gato.
-É, ele acha que é da Disney.
-Ele não, tu acha...
-Não, ele acha, eu só concordo.

Semana passada:
-Tu viste o preço do barril de petróleo? Um absurdo!
-Não tinha visto, por que?
-háá! E lá veio a explicação...

Prefiro o papo dos gatos, é menos burocrático e não termina em Bush. Sou muito revoltada com o Bush.

Emprestei pro pai a trilogia do Poderoso Chefão. Lembro quando tinha uns 10 anos, no aniversário de alguém lá de casa, levaram um projetor 16 e passaram “O Poderoso...” dentro da garagem. Não me deixaram ver, censura até em casa.

É fogo esta educação germânica. Vi escondida, assim como Psicose. Lembro que nesta época adorava a Aghata Christie. Vivia arrombando a casa, só pra ver se realmente era segura. Tinha alarme, tudo certinho. Mas tendo a Aghata Christie como mestre...Sopa no mel.

domingo, janeiro 14, 2007

Diálogo do Capítulo VII - O Pequeno Príncipe

- Um carneiro, se come arbusto, come também as flores?
- Um carneiro come tudo que encontra.
- Mesmo as flores que tenham espinho?
- Sim. Mesmo as que têm.
- Então... para que servem os espinhos?
- Espinho não serve para nada. São pura maldade das flores.
- Oh!
- Não acredito! As flores são fracas. Ingênuas. Defendem-se como podem. Elas se julgam terríveis com os seus espinhos...
- E tu pensas então que as flores...
- Ora! Eu não penso nada. Eu respondi qualquer coisa. Eu só me ocupo com coisas sérias!
- Coisas sérias!
- Tu falas como as pessoas grandes!
- Tu confundes todas as coisas... Misturas tudo!
- Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: "Eu sou um homem sério!" e isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!
- Um o quê?
- Um cogumelo!
- Há milhões e milhões de anos que as flores fabricam espinhos. Há milhões e milhões de anos que os carneiros as comem, apesar de tudo. E não será sério procurar compreender por que perdem tanto tempo fabricando espinhos inúteis? Não terá importância a guerra dos carneiros e das flores? Não será mais importante que as contas do tal sujeito? E se eu, por minha vez, conheço uma flor única no mundo, que só existe no meu planeta, e que um belo dia um carneirinho pode liquidar num só golpe, sem avaliar o que faz, - isto não tem importância?!
Corou um pouco, e continuou em seguida:

- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar..." Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! E isto não tem importância!

Não pôde dizer mais nada. Pôs-se bruscamente a soluçar. A noite caíra. Larguei as ferramentas. Ria-me do martelo, do parafuso, da sede e da morte. Havia numa estrela, num planeta, o meu, a Terra, um principezinho a consolar! Tomei-o nos braços. Embalei-o. E lhe dizia: "A flor que tu amas não está em perigo... Vou desenhar uma pequena mordaça para o carneiro... Uma armadura para a flor... Eu...". Eu não sabia o que dizer. Sentia-me desajeitado. Não sabia como atingi-lo, onde encontrá-lo... É tão misterioso, o país das lágrimas!

sábado, janeiro 13, 2007

Mudo de assunto, assim os monstros sossegam


Tenho saudades quando as misses liam “O Pequeno Príncipe”. Tiveram a péssima idéia de trocar pelo Paulo Coelho. Faz mais de década que não leio O Pequeno....mas ninguém esquece as falas da raposa: Tu te tornas responsável por tudo aquilo que cativas.

Ninguém mais se preocupa em parecer melhor para o outro.

Estes dias estava sentada numa mesa com um judeu, um negro e um gay. Quem se deu conta disto foi o judeu, que reclamava de gente racista. Em seguida o negro começou a falar da reserva de vagas na Universidade, de uma mostra de cinema negro. Comecei a ficar incomodada.

- Cinema feito por negro?
-Hãaa
-E são bons os filmes?
-Não sei...
-Então porque a gente deveria fazer matéria, só por serem negros?
Não importa se é bom?

Francamente, as minorias estão perdendo o rumo. O problema é que 90% são tão preconceituosas quando as chamadas pessoas que não são minoria. Aliás, este é outro problema...

Contabilizem: Quem não é pobre? De cor? Gay? Deficiente físico? Burro? Dentuço? Solteiro? Divorciado? Filhos da puta? Crespo (sim eles também sofrem preconceito)? Lindo de morrer (misses do Paulo Coelho)? Feio que é um raio? Se todos se unirem, não sobra ninguém do outro lado.

Agora o mundo das cabeças pensantes está esquecendo de pensar.
Reservas de vagas nas universidades. Vocês conseguem imaginar numa medida mais discriminatória? Este governo filho da puta faz isto pra não precisar gastar dinheiro com ensino. Do contrário, teria de fazer escolas públicas de qualidade para todos. Incluo aí todos. Desde as cores do arco-íris, semitons...Além dos negros, pobres...russos...hondurenhos...

Mas sabe onde a divisão por facções começa? Na adolescência...A tribo da tatuagem, tribo do rock, da sacanagem, dos bonitos, dos emos, psicopatas...Todos são catalogados. Só se comunicam no seu grupo. Hellowww!!! Existe crescimento respeitando e entendendo as diferenças...

Pior, são incentivados a cultivar diferenças.

Vou continuar sentando à mesa com todos. Esta é minha fonte de inspiração. Mesmo que na maioria das vezes sequer lembre que existem diferenças...mas sempre tem alguém que lembra...

quinta-feira, janeiro 11, 2007

...!

Tá tudo bem, a mãe vai colocar marca passo. Por precaução, mais do que necessidade.
O coração estava inchado, e regrediu. O médico é ótimo, confio nele, assim como na dentista e no veterinário. São pessoas que exercem a profissão por dom, e não tem nada que substitua isto.

Chego na casa dela lá pelas 18h30. Adivinha? Vai colocar, e daí? Claro que no dia vai ser difícil, mas vai ser e vai ser e...continuo otimista. O que importa é que ela também, o que importa é que a Jane ligou e que o Matteo está com saudades. É disto que a gente vive, sempre.

...?

Suspense:
A mãe tá no médico. Talvez role um marca passo.
Eu sempre faço a linha, se tiver que acontecer que seja agora.
Já passei tantas com ela, que cheguei a conclusão que a cabeça mata tanto quanto problemas de fato.
Problemas de fato não tenho controle, então é bom cuidar da cabeça.

O infarto foi há 11 anos...
Só se salvou porque alguns dias antes tinha comentado que quando a pessoa está pra morrer, os bichos se afastam. Ela ficou 4 horas tendo infarto com a Sofia no colo. Só então resolveu procurar ajuda...

Enfim, continuo com a tese, se tiver que ser, que seja agora!
Ligo e ninguém atende. Pode ser por vários motivos. O mais provável é que tenha dado tudo certo e ela tenha seguido direto para o Tumelero, comprar material pra casa da Jane no Sítio. Se fosse muito ruim a notícia, tinha ido direto pra casa, não é?

Vamos ver até onde o otimismo me leva....

quarta-feira, janeiro 10, 2007

férias de março

Cheguei agora em casa e o Daniel disse que ia faltar água. Como assim? Imagina, depois de uma aula que só não foi de hidroginástica por falta de piscina, deixar de tomar banho? Negativo! Subi correndo...

Então, existem pequenos desejos e grandes desejos, percorro eles. Cada um faz da vida o que quiser, eu procuro tesouros. Tipo, ir no carnaval de Veneza, sobrevoar a floresta amazônica, nadar com tubarões, comprar uma calcinha do super homem....hã? Ok, são os meus tesouros, não os teus.

Faz tempo que passava numa loja onde se vendiam calcinhas temáticas, comprei a do super homem. Tem algum significado? Claro, ninguém espera ver o símbolo do super homem grudado na bunda de alguém. Puro divertimento.

Isto me lembra uma história. Pra encurtar:
-A mãe tem uma amiga que viveu em LA desde sempre. Com 3 filhos.
-Tantos e tantos anos atrás, um deles namorou a Sister Jane.
-Fomos os 3 assistir um dos filmes do super homem, na época do Christopher Reeve.

Adivinha como ele vai vestido? SUPER HOMEM!

Vocês não imaginam o sucesso com a gurizada. Minha irmã pra morrer, eu também (de rir), e o Igor apatetado. O namoro foi “encurtado” depois de um mês.

Preciso planejar as férias....sempre tem alguma coisa engatilhada...desta vez não.
Vou ver na minha lista de tesouros....
Tem de ser um lugar mais longe do que uma loja de calcinhas temáticas...

terça-feira, janeiro 09, 2007

Amor em tempos de pão

Negociei o bolo da Rod com a Vó...
Explicação básica: Ela é assumidamente machista, desde sempre.
Um dia isto foi problema pra mim, hoje não mais...
Por isto, com as mulheres existe negociação.
O bolo sai no aniversário da Rod, que já está pensando em comprar docinhos da Barcelona pra agradecer.

Por outro lado, o Ico veio dizer que o prato vai ser entregue com uma cuca.
Tô começando a achar que esta história tá fugindo do controle...
Qual o melhor momento pra começar a sentir ciúmes?

Estranho, ciúme: Pai, mãe, vó divido super bem com outros.
Sendo uma família de 4 irmãos, se aprende desde cedo.
Faz parte do pacote “sobrevivência”.

Com irmãos, tenho leve toque de ciúmes, talvez não tão leve. O mesmo serve para os amigos....

O resto meu amigo, não cutuca com vara curta porque o caldo engrossa. Mas na verdade meu ciúme é muito velado. Passa bem longe de escândalos públicos, muito perto do mau humor...bem perto... Praticamente uma TPM.

Sentir as coisas sem externar não termina bem. Que o diga dona gastrite, que anda de braços dados com tia úlcera.

As duas velhas vivem rindo da raça humana que insiste em não aprender.

segunda-feira, janeiro 08, 2007

passaralho...

Sonhei horrores, mas só lembro do final. Eu no sítio esperando alguém me levar embora. Veio o irmão Regis. Será que tem algum significado? Anos atrás, quando trabalhava com o Tatata, sempre contava os sonhos. Como leitor fluente de Freud, tinha sempre explicação. Metade inventava, era sempre interessante.

Você conhece a doença grave e incurável sonambulismo do despertador? Capacidade de ouvir, desligar e continuar dormindo como se nada tivesse acontecido. Em vez de acordar às 7h...7h21...sempre uso dois, hoje esqueci.

Olha o passaralho...
Dias atrás tinha uma revoada de papagaios em pleno Menino Deus. UUAAAUU! Pantanal! Este é o verdadeiro, o resto é piada sem graça.

Passei na vó pra pegar o bolo do Ico. História simples:
Ela falou que era fã dele.
Ele agradeceu e mandou um presentinho.
Ela também: Um bolo, com pão de ló e muito leite condensado.

Está semana vai rolar uma visitinha, com a desculpa de que precisa entregar o prato do bolo.

É assim que começam as grandes histórias de amor. Presumo que vocês sabem que amor também pode conviver super bem sem sexo. Falo com gente esclarecida né? Não do tipo que lê jornal, mas que olha nos olhos e exercita a empatia.

Outra dedução, ninguém faz este bolo melhor do que a vó, que sempre me faz um de aniversário. Agora ganhou mais um, neto. Não disse que ela era sábia? Ninguém chega aos 95 de graça.

Tenho pena do cozinheiro que trabalha sem saber quem come.

As segundas são sempre boas. Trabalho num lugar onde se sente saudade dos colegas. Que benção! Que este sonho continue...Porque um dia começou, e ninguém precisou interpretá-lo.

domingo, janeiro 07, 2007

Bastet




"Bastet é a deusa-gata, uma das esposas de Rá.
Bastet era invocada nos momentos de dificuldade e seu culto era um dos mais difundidos no Antigo Egito. As pessoas nascidas sob o signo de Bastet são extremamente bondosas. Costumam aderir a grandes causas, pois seu desejo é servir à humanidade.
Amigas leais fazem esforços surpreendentes para ajudar aqueles a quem amam. No entanto, gostam de se sentir livres, e tal como os felinos preferem ser acarinhadas apenas quando sentem vontade.
O lado negativo de sua personalidade fica por conta de uma certa rebeldia, que às vezes assume proporções extremas, levando-as a atitudes insensatas e até irresponsáveis."

Alguém disse que eu era que nem ela, Deusa Bastet.
Ganhei a estátua, então é bom saber o que significa.
Devo achar isto bom ou ruim?

Roubei o IPOD do Gino..
Na verdade ele me concedeu.
Atrolhei de coisa.
Mas tem alguma coisa errada.
Botões são fáceis de apertar e resolver.
Ando querendo aprender outros comandos.

Por mim teria sol o dia inteiro.
Está aí uma energia que preciso pra viver.
Não sob ele, mas com ele.

Indo pela onda mística olha o que a Amanda Costa me disse:
“Deixe seu senso de humor de lado um pouco e transmita mensagens claras às pessoas...”
O resto não vou nem transcrever...
Pô Amanda te liga, Tenho minhas limitações..quero saber é como ultrapassá-las!

Outra coisa que encontrei no tio Google...

“Todo dia 7 é mágico e segunda-feira é o dia da Lua, bom para rituais de paz e meditação. Acenda sete incensos e sete velas e mentalize seus desejos mais profundos. Preste atenção nos sonhos nesta noite”

Vou dormir com caderninho do lado, quem sabe os sonhos me ajudem...

sábado, janeiro 06, 2007

hoje é dia de regação

Ordem do dia: Regar todas Plantas. Inclusive meu marido Africano que com um mísero copo de água por semana, insiste que pode se expandir pela casa, ocupar banheiro, ganhar gavetinha. Pelo jeito vou ter de fazer que nem os humanos: Trata mal, gama na hora e não incomoda. Este é o diabinho falando.

Técnica dois. Apaixonado, tão apaixonado que faz com que você se sinta mais do que acredita. Logo alguém que te vê assim não pode ser descartado. É o espelho perfeito, por onde quero enxergar pro resto da vida, ou enquanto o espelho não quebrar. Particularmente, um simples reflexo na lagoa seria mais inspirador.

Técnica três: O conveniente. Tudo mundo sabe o que é. Mas existe um tipo pior. Aquele da convenção social, e diz que ninguém é completo sem o outro. Estão estão assumindo defeito de fábrica. Então duas porcarias juntas funcionam. Duas porcarias juntas não são melhores nem piores do que porcarias separadas. A questão é não ser porcaria.

Técnica quatro: Rega a planta. Afinal está te sendo útil, não te exige muito, e no final o que é uma gavetinha a mais ou a menos. O tempo é amigo e nunca vai te deixar na mão.

Parênteses: A Tina me levou pra passear como faz todos dias. Enquanto olhava a paisagem passaram dois gurizis tri a fim do meu Pen. Putz, de repente comecei a rodar meu molho de chaves...(que abre tudo menos o que interessa)..os tais levaram um susto e desistiram do Pen. Moral: Tenha no seu molho tantas chaves quantas forem necessárias pra se tornar uma arma.

Fui olhar o nome do marido africano: Zamioculcas Zimiofolia, apelidado ZZ.

“Esta planta exótica originária da Tanzânia-África foi introduzida no Brasil em 1998.
Possui um tubérculo que fornece água e nutrientes, por este motivo suporta passar por curtos períodos de seca”.

Me ocorreu que não tenho autoridade nenhuma para questionar ZZ. Que já nasceu perfeito. Precisa de pouco pra sobreviver a ainda vem de um lugar onde o simples fato de estar vivo te credencia para o mundo.

Nesta história toda acabo de me sentir uma porcaria.

Nêga Ciba: Aqui vai o que te prometi. Esta foi a melhor festa de 2006. Dia 28 de dezembro se não me falha.

Tu és a pessoa que faz eu lembrar que não falo sozinha...manda uns beijoss pro Pacco.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Tiurias

E ainda tem quem diga que felicidade dura pouco, e ninguém lembra que pra terminar um dia teve de começar. Façam suas apostas, quanto vale um punhado de felicidade plena?

...Só por engano, e a vida está cheia de enganos...Certeiros. Bastou estar distraído.

Quais os tipos de pessoas que não conheço?
Nunca conversei com assassinos confessos ou ladrões de banco. Será que eles têm algo a acrescentar no mundo? Todos têm, é destino.

O dia que descobrir o meu, vou perseguir. O problema de gente obstinada às vezes é descobrir quais as causas que valem mais. Sim porque muitas valem, mais a gente tem de perseguir aquela, a especial.

Baratas são essenciais? Aos fabricantes de inseticida...
Assassinos são essenciais? Aos advogados...
Mau caráter é essencial? Claro, se não fosse por eles, nenhum bom caráter seria reconhecido..A gente só descobre pelo paralelo. Precisa existir o contraditório pra reconhecer o caminho.

Fiz ginástica, tomei banho gelado, procurei um doce Picaflor e abri uma Miller.

As vezes as palavras que saem da cabeça nem sempre são minhas, acontece. Algum diabinho me passa, só escrevo.

Pessoas assim põem açúcar na geladeira e esfoliante na cabeça. Precisam de horários marcados e regras. Isto ajuda a manter a razão. Aliás esta é uma das técnicas para tirar pessoas da depressão. Falar sobre o cotidiano, sobre tarefas e obrigações. Rotina nem sempre é ruim, tem função importante na saúde mental.

Descobri a pouco que escrever faz bem pra cabeça. Transformar idéias em palavras deixa tudo mais claro. Assim como sorrir faz da tristeza um buraco transponível. Cada coisa no seu tempo.

Alguém um dia vai ler isto e dizer: Agora entendi! É isto que move a pessoa. Quando não existir mais ninguém que faça isto por mim.

Ainda assim vão existir as idéias. Que fiquem as idéias..

quinta-feira, janeiro 04, 2007

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Teorias são palavras, e a prática? O ser humano é uma máquina genial, criada pra contradizer todas as regras...

Um dia alguém fez acreditar que eu não era prioridade. E isto é como um tiro. O que explica o sonho de hoje...

As duas min's estão conversando, pra não perder o hábito, mais do que gostaria.

Queria...poder....estar....
Aqui...perto...assim...

Hoje é uma página pra ser virada, antes que as palavras se encontrem....

quarta-feira, janeiro 03, 2007

um século e dois amigos


Abri a caixa de Pandora.
Hoje olhei o correio depois de 29 dias. Contabilizei:
Guia de pagamento do IPTU
Carta do síndico
Extrato de recebimento do condomínio
Cheques (seria este o documento importante?)
Conta de luz
Net, turbo
Revista Monet de janeiro
Doc condomínio
Outro IPTU ?????
Conta de fone
Carta UNIBANCO
Revista Isto é
Guia de compras
IPVA
Outra conta de fone ????
Outra Isto é...
OUTRA ISTO É????.

Em 29 dias perdi o prazo do IPTU e IPVA de desconto máximo...As outras contas eram de débito automático. As revistas...ok, que se dane não ter lido. Mais lixo do que qualquer outra coisa, e entre as opções prefiro dar dinheiro pras usinas de reciclagem..

Obrigada aos que ontem me cederam um pouco de energia, aos que me ofereceram bombom de cera...e aos que riram da minha cara e fizeram com que eu risse da minha cara também. A eles meu aviso: Assim que passar este período de transição...tem volta!

terça-feira, janeiro 02, 2007

E&E

As perdas são contabilizadas na minha cabeça, como mini mortes.
Ontem foi assim, quando se desiste de alguma coisa, muda o rumo, deixa alguma coisa pra trás. As vezes a gente não escolhe, é escolhido. E o grau de dificuldade é definido pela energia que a gente tem de reserva.

Ontem perdi um pouco. E não aconteceu nada que já não soubesse. Simplesmente mudou o olhar. Queria alguém que explicasse isto, ou me desse a energia de volta.

segunda-feira, janeiro 01, 2007

As aventuras da Mia na floresta...

Segui o roteiro:
- Assisti “O Paciente Inglês” para desobstruir os canais lacrimais. Ficou na metade, o DVD arranhou e a última hora de filme foi pro espaço...justo nos afrescos, caverna...

- Às 10 fui pra festa, conforme o combinado era chegar e beber.
Encontrei gente que não via há 15 anos. Pois bem, 5 minutos foi o tempo necessário pra ajustar a máquina do tempo. Pronto, um pulo histórico fez de 1991 uma vírgula. Da bebedeira reticências...

Duas horas bebendo sem comer nada desde as lentilhas do meio dia.
- Lá pelas bandas da meia noite começaram a servir o jantar...tri bommmmmm.
-ATENÇÃO 10,9.8.......3(?), 1 (?).....
Neste momento derramo sem querer......JURO!...uma taça de champagne no vestido da Magda. Nada que o Japonês da lavanderia não dê jeito...

- Quando liguei pra alguém desejando feliz aniversário é que me dei conta que a Cinderela precisava virar gata borralheira rapidinho, do contrário não conseguiria dirigir a abóbora até em casa. O petit Gateau, gatto, gatou...este mesmo... Foi a salvação, doce na hora certa.

-A chegada em casa foi triunfal, de anteninhas, máscara, 3 colares piscantes, duas mantas peludas e mais um anel fosforescente...Não me lembro quem era o porteiro, graças a deus, evita querer dar explicações...Aliás, não faz meu gênero.

-Não, não dirigi bêbada...Mesmo. Cumpri o contrato. E ainda passei fio dental e escovei os dentes...

-Levantei, devagarinho, dei bom dia pros bichos...liguei o Pen e li o horóscopo da Amanda Costa pra ontem....

“Não deixe de viver as alegrias que a vida lhe oferece tão generosamente. Se alguém disser alguma coisa que você não gostou, resolva na hora ou faça que não ouviu. Você começou o dia rindo, comece o ano rindo ainda mais”.

Faço das tuas, as minhas palavras. Hoje vai ser o dia ideal pra exercitar o bom humor em momentos cruciais...sem jamais perder a ternura...